O poder do autoamor
Poetas já diziam que o amor move o mundo. E eu desde muito pequena acredito nisso, mesmo antes de beber na fonte de Augusto Cury, Vinícios de Moraes, Jorge Ponciano, entre outros poetas e teóricos, eu já acreditava que o amor nos move. Só o amor pelo que somos e acreditamos é capaz de nos mover, mas porquê acabamos caindo na armadinha da autosabotagem? Continue lendo para entender minha reflexão.
Hoje em minha prática profissional vejo o quanto o amor pela psicologia me faz ser a profissional que sou, com estudo e dedicação tenho conseguido alcançar metas que imaginava a longo prazo. E me pergunto: será que se eu não fosse movida por esse amor conseguiria? Será que se estivesse me comparando com outras pessoas viveria a alegria de cada conquista que tenho alcançado? E chego a resposta que não. Porque é o amor pelo que fazemos que nos permite viver de forma saudável, mas se esse mesmo amor é sabotado pela pressa e comparação acaba se transformando no veneno que nos consome pouco a pouco e lentamente: a ansiedade patológica existencial (assunto para outro texto).
Por muitas vezes esse amor é ofuscado por nossas necessidades, diria melhor, pela necessidade da sociedade contemporânea e imediatista que estamos vivendo, sociedade da comparação e da busca de resultados rápidos a partir de lentes perfeitas que outras pessoas nos mostram nas redes sociais.
Trago essa reflexão aqui para que possamos refletir se vale a pena seguir essa busca da perfeição a partir de experiências de outras pessoas, esquecendo-nos de nos pautarmos em nosso próprio autoamor. Ele que poderia nos guiar as nossas próprias conquistas, nos inspirando para assim saborearmos o amor que nos move através da lente do nosso amor-próprio. Amor pelo que somos, pelo que conquistamos, pelo que lutamos. Porque o que o amor move, move o amor!

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